terça-feira, 25 de abril de 2017

Memórias De Um Vendedor De Mulheres

1978. Enquanto a Itália vive os dramáticos dias do sequestro de Aldo Moro, uma Milão esgotada pelos confrontos políticos e ameaçada pela criminalidade prepara-se para se entregar ao hedonismo dos anos 1980. Para a rica sociedade milanesa, que passa os verões em Santa Margherita e Paraggi, as diversões se tornam cada vez mais extremas, em um clima de fim de império.
É nesse ambiente - entre restaurantes de luxo, discotecas, cassinos clandestinos e cabarés nos quais desponta uma nova geração de comediantes - que são conduzidos os negócios de um homem enigmático, fascinante e que se tornou cínico devido a uma mutilação resultante da sua insolência. Todos o conhecem como Bravo. Ele trabalha com mulheres. Vendendo-as. Sua existência é uma longa noite em claro compartilhada com desesperados, como o amigo Daytona. O único ser humano com o qual ele parece ter uma relação normal é Lucio, seu vizinho cego. Em comum, eles têm a paixão pelos criptogramas.
O surgimento repentino de uma garota, Carla, torna a despertar dolorosamente em Bravo sensações que ele acreditava adormecidas para sempre. Na verdade, porém, este é o início de um pesadelo que o transformará em um homem procurado pela polícia, pelo serviço secreto, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas. Para se salvar, ele poderá contar apenas consigo mesmo. O mundo real, do qual tentou se afastar ao substituir a luz do dia pela escuridão, exige sua presença e o põe diante da violência do seu tempo. Trata-se de algo tão sinistro que faz seus tráficos torpes parecerem puros como água cristalina.

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